A INTERNET

Aposto que você já ouviu falar da internet! É possível afirmar isso com alguma certeza,
dado o crescimento significativo da utilização da internet no Brasil nos últimos anos. Segundo
o site internet World Stats (Estatísticas Mundiais sobre internet –
http://www.internetworldstats.com/sa/br.htm), em 2000 apenas 2,9% da população brasileira
possuíam acesso à internet. Em 2008, o valor passou para 34,4%! Posso afirmar, ainda, que
você já deve ter ouvido falar que a internet é ótima para bater papos, paquerar, fazer pesquisas
para a escola, trocar correspondência, dentre muitas outras funções. Mas como será que isso
funciona? Como essa tal “rede de alcance mundial” pode realizar, ou permitir que se façam
todas essas coisas? Afinal, o que é a internet?
Figura 26: Pessoas conectadas
A internet é a maior rede de computadores do mundo. O nome internet tem sua origem
no termo INTERconnection NETwork, ou seja, interconexão de redes. Portanto, a internet
consiste em milhares de redes conectadas em todo o planeta. Essas redes interconectadas
estão configuradas de tal forma que os usuários podem enxergar esse conjunto de redes como
se fosse somente uma única grande rede.
A internet não tem um dono. Cada governo, empresa ou organização é responsável
pela manutenção de sua própria rede. O Network Information Center (InterNIC) é o órgão
mundial responsável pelo registro de computadores e redes conectados à internet. Cada país
possui uma entidade local responsável pelos dados daquela região. No Brasil, essa entidade é
o Comitê Gestor da internet no Brasil (CGI), por meio do Núcleo de Informação e
Coordenação do Ponto br (NIC-BR) e do registro.br.
MULTIMÍDIA
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Para mais informações, acesse os sites:
Como se conectar à internet?
Um computador pode ser conectado à internet por diversos meios. Você já ouviu falar
ou suspeita de quais são os modos através dos quais a internet pode chegar a sua casa ou ao
seu trabalho? Considerando os principais meios de conexão residenciais, podemos pensar em:
linha telefônica, cabo, ADSL e sem fio.
Conexão via linha telefônica (acesso discado)
É a forma de conexão mais comum no Brasil. Foi a principal forma de acesso usada
enquanto a internet se popularizava. Fisicamente, basta que o usuário conecte uma placa de
modem no seu computador e a placa de modem, por sua vez, à linha telefônica.
Fig
ura 27: Usuário utilizando acesso
discado
Nesse tipo de conexão, é necessário que o usuário contrate o serviço de um provedor de
acesso, pois é através desse provedor que o computador do usuário irá se ligar à internet.
Existem milhares de provedores de acesso, inclusive muitos deles gratuitos. É recomendado
que o usuário utilize um provedor de acesso de sua região, pois dessa forma utilizará ligação
local. No acesso discado, a linha telefônica fica ocupada durante a conexão; sendo assim, o
usuário tem que pagar à operadora telefônica todos os minutos em que ficou conectado. A
velocidade dessa conexão, em geral, pode chegar até 56 kb/s.
ATENÇÃO!
Dica:
Das 14h de sábado até segunda às 6h, bem como todos os dias de 00h às 6h e durante
todos os feriados nacionais, as operadoras telefônicas, em geral, cobram somente o
equivalente a um pulso telefônico a cada conexão, independentemente do tempo utilizado.
Isso reduz muito o custo de quem utiliza a internet de acesso discado nesse horário!
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SAIBA MAIS…
Velocidades de conexão:
Em informática, o termo “taxa de transmissão de dados” é
utilizado para indicar a velocidade com que os dados são transmitidos. A unidade de medida
é o número de bits por segundo (bps ou b/s); em geral, utilizamos antes do b algum prefixo,
conforme descrito na tabela a seguir:
Conexão ADSL (Linha assimétrica digital de assinante, do
inglês Asymmetric Digital Subscriber Line)
Também é considerada banda larga. Nessa conexão, utilizam-se as centrais telefônicas
digitais para tráfego de dados em alta velocidade. Os equipamentos necessários são uma placa
de rede e um modem ADSL. A linha telefônica é utilizada para o tráfego dos dados, mas não
permanece ocupada.
Figura 28: Usuário utilizando conexão
ADSL
Não é necessário pagar pelo tempo em que se esteve conectado. No entanto, é
necessário possuir um provedor de acesso discado, além do provedor do serviço de ADSL (em
alguns casos uma mesma empresa fornece esses dois serviços). Nessa conexão, o usuário paga
uma mensalidade de acordo com a velocidade do serviço que contratar. Existem diversas
velocidades possíveis: 256kb/s, 400kb/s, 1Mb/s, 2Mb/s, 4Mb/s, 8Mb/s, entre outras.
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Conexão via ondas eletromagnéticas
É um tipo de conexão wireless (sem fio). É muito utilizada em lugares onde montar uma
estrutura com cabos é difícil ou financeiramente inviável: construções antigas ou históricas,
propriedades distantes de grandes centros urbanos, propriedades rurais, entre outras. Nesse
caso, usam-se ondas eletromagnéticas como meio de transmissão dos dados. Portanto, os
equipamentos básicos desse tipo de conexão são antenas e/ou satélites. Não se faz uso da
linha telefônica. No computador, é necessário o uso de uma placa de rede sem fio compatível
com a tecnologia utilizada. Nessa conexão, a velocidade varia de acordo com a tecnologia
usada e de quanta velocidade o usuário contrata da operadora de acesso sem fio. Na
tecnologia mais comum, que é a 802.11b/g, a velocidade pode chegar a 54Mb/s.
O custo do serviço é o valor pago à operadora de acesso sem fio. É importante salientar
que existem outros tipos de meios de transmissão de dados sem fio que não sejam as ondas
eletromagnéticas, como, por exemplo, o infravermelho, muito utilizado em controles remotos.
Conexão via cabo
É um tipo de conexão considerada de banda larga (conexão de alta velocidade),
estrutura da TV a cabo para a conexão à internet, portanto não é necessário possuir uma linha
telefônica. Nesse caso, o equipamento usado é uma placa de rede (para que um computador
possa ser interligado a outros computadores) e um dispositivo chamado cable modem (modem
via cabo), que é um aparelho para prover acesso à banda larga realizando o tráfego de dados
pelo sistema de TV a cabo). Em teoria, pode-se atingir a velocidade de até 38 Mb/s no padrão
docsis 2.0 nessa conexão. Acontece que, na prática, todos os usuários em um mesmo
segmento do cabo compartilham a mesma conexão. Com isso, à medida que mais usuários
fiquem online (ativos na rede), a velocidade de cada um diminui.
Dependendo do tipo de assinatura escolhida pelo usuário, a internet via cabo pode ser
tão veloz que permite a utilização de jogos, com grande desempenho!
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Figura 29: Usuário utilizando conexão sem fio
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Os serviços da internet (world wide web e correio
eletrônico)
Os dois serviços mais populares oferecidos pela internet aos usuários são conhecidos
como www e e-mail. Mas, neste momento, você teria toda a razão de perguntar:
– Espera aí, professor! Pára tudo! Quer dizer que www e internet não são a mesma coisa?
Não, não são! Vamos ver que a www (do inglês world wide web, teia de alcance mundial)
é um dos vários serviços que a internet oferece, assim como o envio de mensagens eletrônicas
(eletronic mail, e-mail), também chamado de correio eletrônico. Outros serviços também
existem, como: transferência de arquivos, bate-papo online (chat), mensagens instantâneas
(msn, icq, skype), entre outros.
Www (do inglês world wide web, teia de alcance mundial)
É o serviço responsável pela popularidade que a internet ganhou nos últimos anos,
devido à interface gráfica usada e à grande quantidade de informações disponíveis. A www
consiste em um enorme conjunto de documentos armazenado em computadores de todo o
planeta. Esses documentos são chamados de páginas web e são compostos de sons, imagens,
animações, vídeos, HIPERTEXTO etc.

HIPERTEXTO: Em informática, é um texto destacado que, ao ser clicado, leva o usuário
para uma outra página web na internet ou a uma parte diferente da mesma página web. Em
geral, quando se passa o ponteiro do mouse sobre um hipertexto, surge uma mãozinha
indicando que o usuário pode clicar naquele item.

O que é necessário para navegar na www?
Os termos “navegar” e “surfar” são muito utilizados pelos usuários da internet para
indicar a ação de usar o serviço www. Para navegar na web é necessário que o usuário possua
um computador conectado à internet e que possua um software que faça a função de
navegador web ou do browser. Existem diversos softwares que desempenham essa função,
como, por exemplo, internet Explorer, Firefox e Opera.
Como navegar na web utilizando um browser?
Uma vez que o computador está conectado à internet , basta abrir o navegador web e,
na barra de endereços, digitar, no local em que está escrito endereço ou url (Uniform
Resource Locator – Localizador uniforme de recursos), o nome completo da página web que
se desejar acessar e depois apertar a tecla Enter no teclado. O nome ou endereço da página
web, em geral, já é de conhecimento do usuário ou é fornecido para o mesmo por alguma
mídia: um panfleto, uma propaganda no rádio ou TV, entre outras. Caso o usuário não saiba
qual o endereço do site (sinônimo para página da web) que deseja acessar, ele pode ir a sites
especiais chamados de “buscadores”, os quais indicam endereços de sites de acordo com
alguma palavra ou frase digitada. Exemplos de sites buscadores são www.google.com,
www.cade.com.br.
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ATENÇÃO!
Mas e o tal do e-mail? O correio eletrônico é um modo particular da internet de trocar
mensagens. Mas nem tudo é só alegria. Nós vamos ver as diversas vantagens e praticidades
do e-mail, como utilizá-lo e também os males que ele pode trazer ao seu computador, na
próxima aula.
Segurança na internet
Devido a programas maliciosos que são disseminados pela internet, é necessário que os
usuários protejam seu computador de possíveis invasores. Os
crackers (termo em inglês para
os tais invasores, ou “vândalos” da internet) podem tentar capturar senhas, número de cartão
de crédito, dados confidenciais, apagar arquivos, desconfigurar um computador ou um site.
Figura 30: Vírus sendo propagados
através do correio eletrônico
Não existe uma forma de se prevenir totalmente dos programas maliciosos. No entanto,
existe um conjunto de boas práticas, ou seja, regras a serem seguidas para evitar problemas na
internet. Vamos conferir as principais boas práticas de segurança que você deve seguir:
Senhas
A senha deve ser fácil de ser memorizada por você. No entanto, é importante que o
usuário não utilize dados óbvios, como a data de seu nascimento ou de familiares, a
placa do seu veículo, o número do seu telefone, o número de seus documentos
pessoais e nomes em geral.
É importante que você não utilize palavras existentes em dicionários, seja de qualquer
língua, pois existem programas de computador que usam dicionários para tentar
descobrir senhas.
Você deve elaborar uma senha com pelo menos 8 caracteres, que misture letras
maiúsculas e minúsculas, números e símbolos.
Você deve possuir várias senhas, de acordo com o número de contas que possui; dessa
forma, caso alguma delas seja descoberta, as outras contas estarão protegidas.
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Você deve mudar sua senha periodicamente. Se você usa uma senha com uma
freqüência diária, é aconselhável que a cada dois meses ou menos você a altere. Já se o
uso não é tão frequente, pode-se alterar a cada três ou quatro meses. E se você
suspeitar de algum invasor, altere sua senha imediatamente!
Uso de programa antivírus
São usados softwares desenvolvidos para detectar, anular e eliminar de um computador
vírus e outros malwares. Para verificar a existência dos malwares, é necessário que o antivírus
faça uma varredura (escaneamento) nos arquivos existentes nos locais (hardwares de
armazenamento) definidos pelo usuário. Nessa varredura, o antivírus usa um banco de dados
chamado de “lista de definição”. Essa lista contém informações para que o antivírus consiga
identificar quais arquivos são bons e quais estão infectados com códigos maliciosos. Por isso,
é necessário que você mantenha essa lista de definição sempre atualizada! Também existem
antivírus que são capazes de encontrar malwares pela identificação de padrões de
comportamento suspeito nos softwares. Quando um malware é encontrado, o antivírus tenta
recuperar o arquivo, ou seja, remover o vírus do arquivo. Caso isso não seja possível, as
opções são apagar o arquivo infectado ou então colocá-lo em quarentena, que é uma pasta
especial em que o antivírus guarda os arquivos maliciosos que não puderam ser desinfectados.
Os arquivos dessa pasta ficam inacessíveis para outros programas, evitando que o
malware se espalhe. Um antivírus não é capaz de detectar 100% das pragas existentes. Esse
problema, no entanto, não deve ser resolvido instalando-se outro antivírus, pois isso, em geral,
duplicará a quantidade de falsos positivos (um arquivo será dado como contaminado
erroneamente), erros, conflitos e causará queda no desempenho do computador.
Se o seu antivírus acusar que determinado arquivo é um vírus e você quiser uma segunda
opinião, acesse o site www.virustotal.com. Nele você poderá submeter seu arquivo para
análise em diversos programas antivírus simultaneamente, o que ajudará em sua decisão.
Uso de um firewall pessoal
Um antivírus é incapaz de impedir que um invasor tente explorar vulnerabilidades
existentes em um computador. Para isso, é necessário o uso de um firewall pessoal, que é um
software que controla o tráfego de dados que entram e saem do seu computador, permitindo
ou bloqueando determinados acessos de acordo com uma política de segurança. A política de
segurança define o que é seguro para aquele computador. Utilizando um firewall pessoal, um
usuário pode ser alertado sobre tentativas de conexão, definir quais programas instalados
podem acessar a rede local ou a internet , entre outras atividades.
Uso de anti-spyware
É um software específico para detecção de spywares. Trabalha da mesma forma que o
antivírus, no entanto faz a varredura nos dados de entrada provenientes da rede bloqueando os
softwares espiões. O anti-spyware também é capaz de detectar e deletar spywares já
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existentes no computador, assim como o antivírus faz com os outros malwares. Você deve
verificar a legitimidade do anti-spyware antes de instalá-lo em seu computador, pois existem
falsos anti-spywares, os quais acabam fazendo o contrário do prometido.
Enfim, ao usar um computador, estamos vulneráveis a todos os malwares, não há como
garantir que estaremos sempre seguros no uso da informática. Dessa forma, a melhor
precaução é usar o computador, principalmente a internet, de forma consciente, evitando
entrar em sites de conteúdo duvidoso e clicar em links suspeitos. O bom usuário da internet é
aquele que clica nos links somente com a segurança e a certeza de que aquele link é de uma
fonte confiável.
Para mais informações sobre boas regras de conduta na internet , acesse a cartilha de
segurança para internet http://cartilha.cert.br/, desenvolvida pelo CERT.br (Centro de
Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil), mantido pelo NIC.br
(Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br).
Atualmente, o uso dos serviços oferecidos pela internet já faz parte do cotidiano de todas
as médias e grandes empresas e da maioria das pequenas empresas, independentemente do seu
ramo de atuação. Dessa forma, para que você conquiste e mantenha uma boa colocação nas
empresas, é importante que esteja apto a utilizar as potencialidades oferecidas pela internet. E
que saiba fazer isso com muita segurança para não comprometer as informações, softwares e
hardwares com os quais estará lidando.
RESUMINDO…
A internet consiste em milhares de redes conectadas em todo o planeta.
O motivo de se criar uma rede é para que os computadores pertencentes a ela possam
trabalhar de forma colaborativa, isto é, para que possam usar a rede para compartilhar
seus recursos e trocar informações.
Um computador pode ser conectado à internet por diversos meios. Os principais meios
de conexão residenciais são: linha telefônica, cabo, ADSL e via ondas
eletromagnéticas.
Os dois serviços mais populares oferecidos pela internet aos usuários são conhecidos
como: www e e-mail.
O www é o serviço responsável pela popularidade que a internet ganhou nos últimos
anos e consiste em um enorme conjunto de documentos armazenado em computadores
de todo o planeta. Esses documentos são chamados de páginas web e são compostos
de sons, imagens, animações, vídeos, hipertexto, entre outros.
Para navegar na web, é necessário que o usuário possua um computador conectado à
internet e um software que faça a função de navegador web ou browser.
As principais boas práticas de segurança que você deve seguir são: utilizar senhas
robustas e trocá-las periodicamente, programa antivírus, firewall pessoal e antispyware. Principalmente, deve usar de forma consciente a internet , ou seja, pensar
bem antes de clicar em qualquer link

Domingos

Domingos Fernandes Moreira Técnico em TI (Tecnologia da Informação) Certificação: Assistente Projetos E Desenvolvimento De Sistemas Para Internet. Certificação: DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE. dmoreirafernandes2011@gmai.com (11)98537-9939

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